
A solução baseada sobre a autonomia é a solução ideal para o conflito do Sara ocidental. O líder sahraoui Khalli Henna Ould Errachid, que, ocupa actualmente o posto de presidente do Conselho Real Consultivo dos Negócios Sarianos, afirma que a solução consensual fundada de autonomia é a solução ideal para este conflito.
Esta declaração intervem numa entrevista que ele endereçou "Al Youm", no qual qual ele evocou a realidade do conflito, a acção do Conselho Consultivo dos Negócios Sarianos. O Soberano marroquino, o Rei Mohammed VI, me nomeou na cabeça deste Conselho para desempenhar um papel importante para o regulamento do conflito na próxima etapa de negociaçào.
Ould Errachid tem nascido em Novembro de 1951 à Lâayoune no momento em que o Sara ocidental estava sob o poder espanhol, enquanto que as outras regiões do Marrocos intensificavam a sua revolução armada contra o sistema do Protectorado.
Fundou o partido da União nacional Sahraoui espanhol, conhecido sob a sua sigla PUNS. Sob a soberania marroquina, Ould Errachid foi escolhido para ocupar o posto de ministro dos negócios sahraouies entre 1977 e 1992, nos diversos governos que se sucederam. Representou a cidade de Lâayoune como deputado ao Parlamento durante o período que vai de 1977 à 2002.
Ould Errachid é considerado como um do fundador do partido do Ajuntamento dos Trabalhadores independentes, onde retirou-se em 1982, para fundar o partido nacional democrata.
Abaixo o texto da entrevista:
“Al Youm” Virar a página do passado : Começam pela amnistia decretada por SM o Rei Mohammed VI, os benefíciados sào 48 condenado sahraouis. Isto é pela recomendação do Corcas. Isso significa que o corcas já tem iniciado o seu trabalho?
Sr. KhalliHenna Ould Errachid: Com efeito, é uma prova concreta que o Conselho iniciou a sua acção, a acção séria e construtiva, a acção política a um nível elevado.
Este passo foi feito por SM o Rei Mohammed VI para amnistiar aqueles que foram condenados nos últimos acontecimentos ocorridos nas províncias do Sul (sahraouies), é a prova incontestável pelo facto que a política que instaurou é conforme o que anunciava no seu discurso do 25 de Março passado à Lâayoune, relativo à reconciliação definitiva e total com o Sahraouis, virando uma página do passado embora os problemas.
Abrindo assim uma nova página centrada principalmente sobre a construção do Marrocos com bases sólidas, fortes e modernistas em todos os domínios.
Assim, a política actual tende a mostrar que o projecto marroquino que dirige o Rei é um projecto sério e credível. O projecto Baker definitivamente é enterrado
Al Youm: Além de ter recomendado da prolongação da missão das Nações Unidas ao Sara, o último relatório de Koffi Annan convidou as partes do conflito à uma solução política justa e aceite por todos. Aquilo quer dizer que o projecto de James Baker e o referendo de autodeterminação é definitivamente abandonado?
Sr. Khalli Henna Ould Errachid: É justo, a primeira dedução a tirar do relatório de Koffi Annane que actualmente na frente do Conselho de segurança é pendente de decisão.
Assim, O Koffi Annan reafirma, de maneira incontestável que o projecto de James Baker definitivamente é enterrado. Porque é um projecto que não é adaptado à situação que se refere ao processo do Sara.
Da mesma maneira, o projecto de referendo fundado sobre a identificação que envoleu as Nações Unidas durante longos anos não podia conduzir a nenhum lugar, porque a Organização das nações unidas nunca realizou referendo com base na identificação, desde a sua fundação em 1948, a não ser um só referendo.
É para aquilo que este referendo é impraticável.
Os tribos sahraouies contados pela O.N.U não habitam não somente no Sara marroquino, mas também os países vizinhos que são: a Argélia, a Mauritânia e o norte do Mali. Então se queremos organizar um referendo livre, honesto, democrático e justo, a operação référendaire deve englobar todos os Sahraouis repartidos nestes diferentes países.
E aquilo não é evidentemente possível. Onde a impossibilidade absoluta de organizar um referendo fundado sobre a identificação. Nos queremos um projet que permanece então, um acordo político que satisfaz todas as partes.
Al Youm: O projecto de autonomia pode se tornar justiça ao Sahraouis: Em reacção, do líder do Polisario que qualificou de injustiça o projecto de autonomia no que diz respeito ao Sahraouis, enquanto que o governo marroquino por meio do seu porta-voz, Nabil Benabdallah recusa qualquer negociação com o Polisario, mesmo se é favorável para uma negociação com a parte argelina.
Você como Conselho consultivo sahraoui, qual é a vossa posição a propósito de estas reacções?
Sr. Khalli Henna Ould Errachid: O projecto de autonomia não constitui nenhum prejuízo para o Sahraouis, bem pelo contrário, é uma justiça que lhes é devolvida em diferentes domínios.
Primeiramente, é uma justiça que eles devem compreender e que é devolvida no que diz respeito ao reconhecimento oficial do seu lugar no Estado marroquino, como componente fundamental da Nação marroquina, através da história.
Em segundo lugar, a autonomia não é iníqua para com o Sahraouis relativa à autodeterminação, dado que atribui-lhes direitos, não somente económica e sociais, mas também política. Ou seja que é um projecto que abre para as crianças desta região a possibilidade de ser os mestres da sua terra, de gerir os seus negócios eles mesmo.
Permite-lhes, no plano económico, gozar dos benefícios e preservar no plano social todos os costumes que são-lhes específicos num contexto global do Reino do Marrocos. Porque, os habitantes do Sara possuem uma relação histórica e religiosa com o Rei do Marrocos. Isto é uma relação harmoniosa para com suas crianças e seus antepassados que nào pode ser abandonada sob alguma condição que seja, nomeadamente pela “Al Baiaa”.
Os direitos políticos, económicos e sociais dão seguimento mediante A “Al Baiaa”. Estes direitos que compreendem a autonomia. Para ter que negociar com o Polisario Naturalmente e pôr em aplicação o projecto de autonomia, estamos prontos para iniciar negociações com os membros do Frente Polisario, que sào os nosso irmãos e estam em nosso pais.
Infelizmente foram conduzidos pelas condições mundiais contra as condições do Marrocos para adoptar esta posição extrema.
Mas, agora não têm mais nenhum pretexto para que se afirme o separatismo, num contexte onde todas as reivindicações do Sahraouis são realizadas pelo projecto de autonomia.
E na que diz respeito ao país irmão, a Argélia, dizem, eles, não fazem parte do conflito.
Respondemos-lhes, dizendo, bem, nós temos confiança no que vocês dizem. E interrogar-lhes -emos por conseguinte, para deixar do lado as querelas do passado do tipo problemas de fronteiras.
O regulamento destes problemas é terminado e faz parte do passado. Interrogar-lhes -emos por conseguinte,para ajudar-se a iniciar as negociações com os nossos irmãos do Polisario para reunir os Sahraouis e pôr os fundamentos do governo de autonomia, para que nos possamos assegurar à todos os objectivos e o Marrocos a sua soberania definitiva.
Realizando para os Sahraouis marroquinos as suas reivindicações políticas, económicas, sociais e culturais e preservar para à Argélia a sua dignidade, porque ajudou os Sahraouis durante tanto anos e por conseguinte ajudou a obter algo de concreta e que os seus esforços não foram em vãos.
Al Youm: A paz pode apagar o que precede: Chamar o líder do Polisario a aceitar a proposta de autonomia e ajudar ser o primeiro presidente da autoridade de autonomia, enquanto que numerosos são os que pedem ser prosseguidos como criminosos de guerra, tendo em conta as acusações das quais foram objecto por parte dos prisioneiros de guerra marroquinos e os habitantes dos campos?
Sr. Khalli Henna Ould Errachid: Ouvem, a paz apaga o que precede. E porque a reconciliação é uma parte fundamental da paz, então não podemos trazer as querelas quando orientamo-nos para a paz.
Devemos estar perto para ajudar-se o nosso irmão Mohamed Abdelaziz (o líder do Polisario) a tomar a presidência da autoridade de autonomia, de qualquer nossa força e energia, no âmbito da soberania marroquina e sob a direcção do Rei Mohammed VI. É a expressão da nossa vontade de virar a página do passado e de abrir uma nova página.
Al Youm: diz-se que deseja encontrar o presidente argelino Abdelaziz Bouteflika, onde é os preparativos para realizar aquilo?
Sr. Khalli Henna Ould Errachid: Primeiro, deve saber que o presidente Bouteflika estava em recuperaçào e uma consulta médica, então deseja-o um rápido restabelecimento e uma boa saúde.
No que diz respeita à resposta à vossa pergunta, solicitei certamente SM o Rei a autorização que discutisse com o presidente Bouteflika e com o governo argelino, porque queremos dizer-lhes directamente que somos de autêntico Sahraouis e que a maioria do Sahraouis que vive sob a soberania marroquina considera que a autonomia é o único meio para realizar a reconciliação e que esta autonomia para nós é suficiente.
O continente africano está cheio de problemas e crises. Os países pobres fundados sobre bases tribais não têm tido êxito. Há a Somália, o país árabe e africano irmão, cujo principal problema é constituído do desacordo dos tribos que compõe-no.
Olham o que se passa hoje ao Darfour ao oeste do Sudão, onde o masacro entre os tribos....
Assim, a construção de uma pequena entidade fundada sobre bases tribais é impossível, porque será uma zona de tensão que provoque dramas no Magrebe árabe e o continente africano, e mesmo no mundo.
Al Youm: Iniciaram vossos contactados com os tribos sahraouies igualmente dentro do Marrocos que fora?
Sr. Khalli Henna Ould Errachid: Certamente, desde o primeiro dia, 25 de Março passado, iniciamos os nosso contactos internos e externos para explicar este passo histórico.
Um passo sem precedentes em Marrocos, que conduzirá, sem dúvida à reconciliação histórica. Começamos a explicar a proposta, aos cidadãos, através dos meios de informação e de comunicação. E em conformidade com as primeiras reacções, a maioria do Sahraouis é satisfeita deste projecto.
Fontes: http://www.corcas.com/
http://www.sahara-online.net/
http://www.sahara-culture.com/
http://www.sahara-developpement.com/
http://www.sahara-villes.com/
http://www.sahara-social.com/
